Lorenzo Carrasco
O anúncio da próxima reunião entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, na sexta-feira 15, pegou o mundo de surpresa. Em especial, as principais lideranças europeias, atônitas, reagiram com uma nota que mistura ressentimento com tentativa de se manterem relevantes, afirmando que nenhuma solução para a guerra na Ucrânia será possível sem se levar em conta os interesses e a integridade territorial do país e os interesses europeus.
Pois o vice-presidente J.D. Vance deixou claro que os EUA não pretendem mais continuar financiando Kiev, mas, se os europeus assim quiserem, poderão seguir comprando armas e equipamentos militares estadunidenses.
A escolha do Alasca como local da cúpula Trump-Putin foi simbólica, não só pela geografia (os dois países estão separados por apenas 4 km, no Estreito de Bering), mas pelo interesse estratégico de ambos de explorar a região ártica, que pode abrir caminho para um entendimento mútuo e cooperativo, em vez de acirrar ânimos militarizados. Já a União Europeia, cada vez mais reduzida à insignificância estratégica por conta da estatura liliputiana das suas principais lideranças, está se colocando a proverbiais anos-luz de distância das superpotências, no Alasca ou em qualquer outro lugar onde estas decidam reunir-se.
