Wellington Calasans
A situação na Ucrânia alcança níveis críticos, com o caos político em Kiev diretamente agravado pelo colapso das linhas de defesa no leste do país.
Quatro centros populacionais estratégicos — Kupiansk, Seversk, Konstantinivka e Pokrovsk — estão à beira de cair sob controle russo, conforme analistas militares e relatos de campo.
A queda iminente de cidades-chave já é abordada como um cenário incontornável.
- Kupiansk, no norte de Kharkiv, tornou-se alvo prioritário das forças russas, que avançam para cercar a região, ameaçando isolar completamente a cidade.
- Prokovsk (antiga Pokrovsk), com 85 mil habitantes antes da guerra, já está parcialmente ocupada. As defesas ucranianas foram rompidas, e as rotas de abastecimento para o norte e oeste estão inutilizáveis, conforme confirmado por relatos de combate recentes.
- Konstantinivka, vizinha de Pokrovsk, enfrenta pressão semelhante, com a segunda linha de fortificação do Donbass — construída em 2023 — sendo superada pelos russos após bombardeios massivos com mais de 1.300 bombas FAB .
Na imprensa alternativa ucraniana
Colapso Estrutural das Forças Ucranianas
A escassez de recursos é alarmante: brigadas ucranianas contam com menos de 100 soldados para defender quilômetros de frente, além de grave falta de morteiros e munição de artilharia.
A reorganização do exército em estruturas maiores, como corpos de exército, apenas aprofundou a desorganização. Enquanto isso, a Rússia domina os céus com drones em quantidade e qualidade superiores, minando a capacidade ucraniana de resposta.
Nota deste observador distante
Nos últimos três dias, os russos romperam a linha defensiva amarela no Donbass, consolidando um saliente entre Pokrovsk e Konstantinivka.
Esse avanço confirma a tendência de desintegração das defesas ucranianas, já prevista desde julho, quando ataques russos no leste causaram o colapso total das posições em Prokovsk.
Paralelamente, o aumento de ataques com drones a Kiev evidencia a estratégia russa de pressionar múltiplas frentes, ampliando a instabilidade política.
É correto afirmar que o exército ucraniano, assim como o Estado que defende, caminha para a ruína. A combinação de erros estratégicos, escassez de recursos e superioridade russa sugere que, sem uma virada imediata — seja por apoio internacional robusto ou reorganização interna —, a Ucrânia perderá não apenas território, mas sua própria capacidade de resistência.
Os próximos dias serão decisivos para definir se Kiev conseguirá evitar um colapso total. A Rússia quer fazer do encontro do Alasca uma declaração de vitória total.
Obs. pode enviar para aquele “analista” que chamava de “russete” quem avisou há mais de três anos que este seria o cenário conclusivo desta guerra.
