Pesquisadores das universidades federais gaúchas jazidas abundantes em terras raras no município de Caçapava do Sul (RS). Os pesquisadores da Universidade Federal do Rs (UFRGS), de Santa Maria (UFSM) e do Pampa (Unipampa) identificaram rochas de carbonito, ricas em terras raras, além de nióbio e tântalo.
Inicialmente, calcula-se que as concentrações das terras raras sejam bem acima da média mundial: seis vezes maiores do que as da China, e doze vezes maiores que as de Cuba. Estima-se que o Brasil possua 23% das reservas mundiais desses elementos, ainda que a produção nacional represente apenas 1% da produção mundial. A China possui cerca de 60% das reservas e domina a produção mundial.
A descoberta em Caçapava do Sul pode colocar o Brasil como protagonista global na produção de minerais importantes para produtos de tecnologia de ponta, incluindo a indústria aeroespacial, de defesa e de energias renováveis.
Contudo, a extração desses elementos do solo requer aplicação de química complexa para separar os elementos, com significativo impacto ambiental. O que no caso do Brasil leva a um demorado processo de licenciamento ambiental para a extração dos minérios, dada a rigidez de nossa legislação ambiental, até porque a região abriga um geoparque da Unesco, de mais de 3 mil km².
O governo Trump está de olho nas reservas mundiais de terras raras, cioso do domínio chinês neste setor da economia global, e o acesso de empresas estadunidenses a reservas brasileiras pode estar nas negociações que ocorrem, em segredo, entre o Brasil e os EUA.
Com informações do Click Petróleo & Gás.
