À medida que Israel intensifica suas operações em Gaza, o Egito passou a reforçar drasticamente sua presença militar no Sinai, com o envio de até 40 mil soldados, além de unidades blindadas e defesas aéreas perto da fronteira sul de Gaza. Essa medida significativa reflete a “linha vermelha” do Egito — uma preocupação profunda com um possível influxo maciço de refugiados palestinos no Sinai, o que poderia ameaçar a estabilidade regional.
Embora essa escalada militar pareça coordenada com Israel — com base no tratado de paz de 1979 para evitar mal-entendidos —, ela gerou uma onda de especulações. Alguns interpretam isso como uma medida do presidente Sisi para mostrar a postura firme do Egito em relação a Gaza, enquanto outros temem que isso sinalize uma deterioração das relações com Israel, uma vez que esse envio excede amplamente os limites do tratado.
A posição do Egito é de evitar uma crise de refugiados que poderia desestabilizar o Sinai. A preocupação de Israel é com escalada das tensões com o Egito, que podem ser aliviadas com a pressão dos EUA sobre o país árabe.
À medida que a situação se desenrola, o mundo observa atentamente as possíveis mudanças na diplomacia e na estabilidade nessa região volátil.
O ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty, afirmou na sexta-feira que não toleraria o deslocamento em massa de palestinos e o que descreveu como genocídio, continuando a intensificar suas críticas à ofensiva de Israel em Gaza, enquanto milhares de residentes da cidade de Gaza desafiavam as ordens israelenses para que deixassem o local.
“O despejo (da população de Gaza de seu território) não é uma opção e é uma linha vermelha para o Egito, e não permitiremos que isso aconteça. Significa liquidação e o fim da causa palestina, e não há fundamento legal, moral ou ético para expulsar pessoas de sua terra natal”, afirmou o ministro, durante uma conferência de imprensa no Chipre.
Com informações do Geopolitics Prime e da Reuters.
