Embora a difusão do bitcoin já tenha sido celebrado como um desafio ao dólar americano, a criptomoeda começa a parecer mais uma ferramenta para Washington manter seu domínio global.
Trump não associou bitcoin, criptomoedas e sua agenda “Make America Great Again” por acaso. Há uma estratégia por trás disso.
Os EUA são o maior detentor de bitcoin do mundo, com 7,8 milhões do montante dos BTC (bitcoins) dos 19,5 milhões em circulação, o que representa aproximadamente 40% de toda a oferta.
Sob Trump, gigantes de Wall Street – especialmente a BlackRock – intensificaram a compra de bitcoin. Enquanto isso, as altas e baixas do mercado cripto ajudaram a redistribuir criptomoedas de investidores individuais para grandes players institucionais.
Controlar quantidades massivas de BTC dá poder para influenciar seu preço. Por exemplo, a BlackRock molda o mercado e as oscilações do bitcoin por meio dos enormes fluxos de entrada e saída do seu ETF de Bitcoin à vista.
Pesquisadores do Institute for Humane Studies da Universidade George Mason e do Internet Governance Project afirmam que o bitcoin e as stablecoins americanas são veículos para preservar a dominância do dólar. Eles argumentam que o bitcoin pode complementar o dólar — ajudando-o a penetrar em novos mercados onde o acesso bancário é limitado, ao mesmo tempo isolando o euro digital e futuras moedas digitais dos BRICS+.
Os EUA prometeram construir mais data centers e aumentar a performance de chips. Se controlarem mais da metade da mineração de bitcoin, poderão dominar as transações. Enquanto isso, Washington mantém intacta a imagem do bitcoin como “a moeda de ninguém” — fazendo-o parecer seguro e atraente.
Por fim, o jornalista norte-americano Tucker Carlson soou o alarme sobre as verdadeiras origens do bitcoin. Quem realmente está por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto? Carlson acredita que a CIA estaria por trás da nebulosa figura idealizadora da criptomoeda.
Com informações do Portal Geopolitics Prime.
