Lorenzo Carrasco
Com décadas de atraso, a União Europeia (UE) admite o “erro estratégico” de ter dado as costas à energia nuclear e decide retomar a expansão da tecnologia para a geração elétrica. Na recente Nuclear Energy Summit, em Paris, a presidente da Comissão Europeia, admitiu:
“Em 1990, um terço da eletricidade da Europa provinha da energia nuclear; hoje, esse número está perto dos 15%. Esta redução na quota da energia nuclear foi uma escolha. Acredito que foi um erro estratégico a Europa virar as costas a uma fonte de energia fiável, acessível e de baixas emissões.
“A energia nuclear é confiável, fornecendo eletricidade o ano todo, 24 horas por dia. Portanto, o sistema mais eficiente combina energia nuclear e renováveis, e é sustentado por armazenamento, flexibilidade e redes. A Europa tem sido pioneira em tecnologia nuclear e pode, mais uma vez, liderar o mundo nesse campo. Os reatores nucleares de próxima geração podem se tornar uma exportação europeia de alta tecnologia e alto valor agregado”.
Ato contínuo, anunciou uma Estratégia Europeia para Pequenos Reatores Modulares, com um investimento inicial de €200 milhões.
Enquanto isso, o Brasil segue protelando ad aeternum a decisão sobre a conclusão da usina nuclear Angra 3.
