Matéria publicada no Infomoney indica uma vasta que rede de petroleiros clandestinos, chamada de “frota fantasma”, opera fora dos sistemas oficiais de monitoramento e já responde por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Segundo estimativas, esse número pode chegar a cerca de 20% de todo o comércio.
O que seria essa frota fantasma? Trata-se de navios petroleiros que se movimentam fora dos sistemas de rastreamento internacional (como o AIS), ocultando sua localização, identidade e origem da carga. São usadas principalmente para transportar petróleo extraído de países sob sanções, tais como Rússia, Irã e Venezuela. Boa parte dessa frota fantasma é de origem russa.
Para não serem detectados, esses navios se valem de recursos como desligamento de rastreadores para “sumir” dos radares, mudança constante de nome, bandeira e registro, transferência de petróleo entre navios em alto-mar e uso de empresas de fachada e documentação fraudulenta.
Acredita-se que tal mercado clandestino de petróleo movimente bilhões de dólares por ano, permitindo que países sancionados continuem exportando petróleo e mantenham receitas estratégicas, atraindo compradores com vendas com desconto.
Ou seja, a existência da frota fantasma deixou de ser uma exceção para se tornar um fator estrutural do comércio de petróleo, revelando a existência de uma economia paralela altamente organizada e a limitação do regime de sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia, sobretudo desde a eclosão da guerra na Ucrânia.
