Deixa eu contar um “negocinho” para vocês e que poucos sabem, o André Mendonça é doutorado em roubo de dinheiro público pela universidade de Salamanca. Ele sabia que o (procurador-geral) Paulo Gonet iria rejeitar o relatório da Polícia Federal que ligava Alexandre de Moraes a Vorcaro e ordenar o arquivamento de todo o processo.
Acontece que ele vai ignorar a recomendação porque ele, o PGR, como parte atuante e condutor da denúncia também faz parte do grupo de denunciados, então Mendonça irá encaminhar todo o resultado da investigação para a presidência do STF. Sendo assim, Eduardo Fachin não vai ter outra alternativa a não ser levar o mesmo para a sessão plenária e obviamente, aberta.
Nesse momento, acaba o segredo de justiça, e todos os investigados ficarão inexoravelmente expostos. O resultado disso é imprevisível: ou a quadrilha dobra a aposta e paga para ver, correndo o risco de repercussão pública de resultados imprevisíveis diante dos números surreais e da robustez das provas.
Temos ainda a hipótese de um improvável surto de moralidade, em que teríamos a situação do afastamento voluntário ou por decisão plenária dos principais personagens, enquanto as investigações e o processo seguiriam seu curso normal. Porém, é mais fácil acreditar no coelhinho da páscoa do que essa possibilidade.
Nesse momento a espada de Dâmocles está pendendo sobre a cabeça de todos, acusados ou não, e é possível que os movimentos populares possam ter um grande impulso. Há a possibilidade de que a campanha de Lula sofra algum revés de monta, devido principalmente a dedicação e o afinco que a máquina estatal está voltada para a defesa dos principais acusados e alvos dessa “intifada” de André Mendonça.
As fichas estão jogadas, o jogo aberto e o futuro da nação nas mãos de meia dúzia de cidadãos, que sem mérito ou sufrágio viraram os verdadeiros donos de vidas e destinos de um povo sofrido, explorado e cada vez mais sem futuro.
