Por Felipe Quintas
Os liberais e a esquerda colonizada nunca perdoaram o 7 de setembro, um dos maiores eventos do século XIX.
Há motivos para isso: a Independência foi, em essência, contra a Inglaterra, que governava Portugal não tanto pela Dinastia de Bragança mas pelos liberais da Revolução do Porto de 1820, que trabalhavam, sob ordens expressas de Londres, para fazer a Corte voltar a Portugal e fragmentar o Brasil. O genial Dom João VI ajudou muito a impedir esse plano maligno e preparar o 7 de setembro quando convenceu Dom Pedro a ficar aqui, no famoso Dia do Fico.
O Brasil se tornou independente sendo o segundo maior país do mundo, com um governo central mais forte e estável que o de qualquer outro país americano e com um sistema financeiro estatal (dirigido por Martim Francisco, irmão de José Bonifácio) suficientemente pujante para o país ter feito sua Guerra de Independência sem um tostão estrangeiro. A dívida com a Inglaterra só viria em 1824, quando a Independência já estava consolidada. A dívida só foi tomada quando Dom Pedro I, sob pressão de agentes a serviço da Inglaterra como a Marquesa de Santos (que também traficava minas para os ingleses), afastou o núcleo duro da Independência, composto por José Bonifácio e os irmãos e Maria Leopoldina, que se recusaram a estabelecer qualquer negociação de endividamento com a Inglaterra.
Entende-se, assim, o ressentimento dos liberais e da esquerda colonizada. Ambos os grupos preferiam que o Brasil tivesse seguido o caminho da América espanhola, de um federalismo republicano oligárquico e incapaz de governar grandes extensões territoriais, inviabilizando um desenvolvimento autônomo. O Brasil não se desenvolveu porque o grupo dirigente que sobressaiu após a demissão dos Andradas não quis e preferiu uma acomodação com a Inglaterra, desperdiçando todas as condições para fazer do Brasil a maior potência mundial já em meados daquele século.
De qualquer forma, evitou-se o pior, que teria sido a divisão do Brasil em várias Colômbias, como pretendiam a Confederação do Equador e a Farroupilha, verdadeiros cavalos-de-tróia anglo-saxões, “revoluções coloridas” para usar um termo contemporâneo.
Com todos os limites, a Independência foi um fato real e é sim para ser celebrada. Ela nos deu a unidade política e a plataforma territorial necessárias para o Brasil ser não apenas mais um país no mundo, mas o Paraíso Brasil.
Embora ainda jovem o Felipe Quintas é um analista brilhante. Parabéns!
” Marquesa de Santos”
Ixi
Falou mal da ídala das identitárias feminazis.
Elas adoram essa cadela porque ela seria uma “mulher forte e independente que dava a xoxota para quem ela queria”
Mas no final era só uma puta paga pelo serviço de inteligência britânico para sabotar o Brasil
Parabéns, aprendo mais a cada dia.
Muito boa análise
O identitariamo foi projetado nos campi universitários, propagado pela mídia, dogmatizado pelas ONGs a serviço da CIA, imposto de forma coercitiva pelos juízes nababos vivendo como marajás com dinheiro público num país de pobres.
A ideologia perfeita para manter uma boa distância emocional, intelectual e mesmo física do “povo”, ao mesmo tempo que fomentam um cordão sanitário frente ao chamado “populismo” (ou seja, tudo aquilo que cheira a povo). Imposta sem consultar às massas pelos novos “déspotas esclarecidos”. O maior perigo aos interesses nacionais